quinta-feira, 24 de março de 2016

"Dor-Mente"


"Encantado nos cantos e nos recantos sombrios
Ouço os lamentos e prantos de corações vazios"

   Há momentos em nossas vidas que são tão importantes que se tornam memórias permanentes. Algo que, para você, foi marcante, e não foi para mais ninguém. São memórias especiais. Foi pensando nisso que comecei uma reflexão, recentemente. Há certezas em nossas vidas que carregamos desde que o pensamento se torna voz interior. Como se fosse uma herança trazida de uma vida passada, uma cicatriz que cruzou a linha da encarnação e nos acompanhou até o próximo estágio. Algumas dessas marcas vem em forma de dons, facilidade para fazer certas coisas, como desenhar ou dançar. Outras vem em forma de certezas pessoais, sensações inexplicáveis.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Canção da madrugada


"É no que você não faz que eu encontro a dúvida"
Nada é capaz de mandar embora o vazio
Noite após noite eu lido com o frio
O espaço que você costumava ocupar
Ouço a minha voz o seu nome chamar
Os ecos de uma vida que já passou
Apenas destroços de um amor que definhou

quinta-feira, 10 de março de 2016

Pré conceito


      Uma imagem criada, manipulada. Nos foi ensinada sem que  nós percebêssemos. Começou quando aprendemos que azul era cor de menino e rosa era cor de menina. Quando nos disseram que menina não pode brincar de carrinho, e menino não pode brincar de casinha. Quando, sem nenhuma base sólida, nos ensinaram a ser binários. Gêneros acima de caráter.
      Começou quando, em algum momento, ouvimos um comentários racista, ou vimos um ato de racismo. Seja de nossa mão com a moça que limpa  a nossa casa, e tem a pele negra, ou de um amigo que brinca sobre o tamanho do dote do japonês. Talvez quando assistimos aos filmes, e notamos a ausência das pessoas negras nos papéis principais. Nossa identidade está sendo construída pela mídia. O herói é sempre branco, a mocinha espera que ele salve o mundo para poder beijá-lo e se entregar a ele, como recompensa por seu trabalho árduo.
      Se solidificou quando levamos um tapa, por que homem tem que engolir o choro e parar de "frescura". Ou quando, sábado após sábado, nossos pais nos fizeram sentar em frente à TV para assistir ao jogo, por que isso é coisa de homem. Talvez quando aquele tio nos deu um gole de cerveja ,quando ainda tínhamos apenas 9 anos, por que homem começa a beber cedo. Quando nossos pais gritaram conosco, que ser vegetariano era coisa de "viadinho". 
      Nós ouvimos as palavras sendo transformadas em termos pejorativos. O coleguinha disse que aquilo era muito "gay". Papai falou que isso é coisa de "boiola". O fulano de tal é "baitola". Amigos de verdade se cumprimentam xingando um ao outro de "viado". E isso é visto, pela maioria, como tradição, cultura, ou a famosa desculpa; "coisa de menino".

quarta-feira, 2 de março de 2016

Preciso...


Devolva-me
As noites sem dormir, pensando em você
Os sorrisos bobos ao ler suas mensagens
Os minutos imaginando a sua voz
O arrepio que eu dei quando você beijou o meu pescoço
As gargalhadas que suas piadas arrancaram de mim
O brilho que seus olhos roubaram das estrelas
O calor que usei pra te aquecer naquela noite fria
A respiração que perdi em todas as vezes que te vi